terça-feira, 13 de setembro de 2011

Viagem para Israel

Olá pessoal,

Estamos nos últimos detalhes das malas para nossa viagem a Israel. Somos um grupo de aproximadamente 50 pessoas de diversas igrejas (maioria metodistas). Nosso irmão Renato Oliveira coordena a organização desta viagem junto a agência US Travel e o Bispo João Carlos é o líder espiritual desse evento que certamente marcará a vida de todos os participantes.

Sairemos terça daqui a pouco, dia 13, às 09:08h da manhã de Curitiba e em Recife encontraremos os demais membros dessa caravana. Nosso próximo destino é a Espanha onde ficaremos um dia e em seguida seguiremos para o Egito.

Espero compartilhar notícias e bênçãos diariamente deste tempo que já tem sido um tempo especial do Senhor em nossas vidas. Contamos com a intercessão de todos para que a viagem seja proveitosa e seja muito mais do que turismo. Queremos nos manter focados nos propósitos do Senhor para esse tempo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Promessa


Lembra da promessa que fizeste a mim, este teu servo, a promessa que tem sido a minha esperança. 119.49; Trad. NTLH

Com esta oração o salmista está clamando a Deus e lembrando a si mesmo que sua esperança tem uma razão – a promessa do Senhor. É na promessa do Senhor que o seu servo encontra motivação e ânimo. Sem alvos ou propósitos não há esperança e logo surgem a depressão e seus derivados.

Você consegue entender de qual promessa o salmista está falando? Possivelmente seja a promessa da paz em Jerusalém e a restauração do templo com sua rotina ministerial. E quanto a nós? Qual promessa você tem em mente para viver em esperança? Na maior parte do tempo somos mais animados e motivados pelos desdobramentos do que pela promessa principal.

Certo dia Jesus comissiona 70 discípulos e os envia em duplas para pregar o evangelho e fazer a obra de Deus anunciando o Reino. Eles voltam eufóricos (Lucas 10, especialmente o verso 20) contanto tudo o que Deus havia feito através das suas vidas. Jesus alegra-se com eles, mas os exorta a manterem o foco na promessa principal: fiquem alegres porque o nome de vocês está escrito no livro da vida.

Os milagres que Deus faz em nossas vidas nos alegram tanto que às vezes tornam-se a fonte das nossas motivações.Não convém que seja assim. Deus quer agir em sua vida e também por meio da sua vida, mas a alegria incomparável deve permanecer no seu relacionamento pessoal com Deus.

Muitas vezes precisamos fazer como Jeremias: “quero trazer a memória aquilo que me dá esperança” (Lm 3.21;). A salvação que temos por causa do sacrifício de Jesus e a comunhão com Deus pelo Espírito Santo em nós é a fonte da nossa motivação. A principal promessa de Deus é o próprio Deus. Precisamos entender isso e sermos puros de coração para vivermos essa realidade espiritual. Nada do que podemos conquistar em Deus pode ser maior do que a comunhão com Ele por sua graça.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pausa

Neste momento quero compartilhar com você minha gratidão a Deus pela oportunidade de dar uma pausa na rotina por três dias para celebrar com a Fabiana os nossos 10 primeiros anos de casados. Que o Senhor seja louvado em nossas vidas.
Foto de 7 de julho de 2011 na cidade de Buenos Aires. Deus é bom!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tempo de Colheita

Tempo de colheita

Vocês costumam dizer: “daqui a quatro meses teremos a colheita.” Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita. Jo 4.35;

Que passagem preciosa das Escrituras. No capítulo 4 de João temos a conversão da mulher samaritana e logo a seguir a conversão de toda uma vila de samaritanos e entre uma narrativa e outra o evangelista nos conta um diálogo entre Jesus e seus discípulos no qual afirma que sua prioridade é agradar ao Pai desenvolvendo o ministério com zelo e empenho. Também afirma que é tempo de colheita, ou seja, de evangelização.

No último fim de semana, em nossa conferência missionária regional, este versículo que fala da colheita foi mencionado algumas vezes e numa das abordagens, senti-me profundamente tocado. Geralmente essa afirmação “é tempo de colheita” é mal interpretada dando a impressão de que é tempo de desfrutar dos resultados. A irmã Silvana da Igreja Metodista de Santo Antônio da Platina afirmou: “tempo de colheita é tempo de trabalhar mais”.

Essa expressão avivou muitas memórias em mim, pois também tenho raízes rurais e lembro-me muito bem das circunstâncias que marcam o tempo da colheita. Três palavras sintetizam minhas lembranças:

·         Alegria contagiante

·         Trabalho intenso

·         Cooperação

Esse tempo exige mais do que qualquer outro na vida do agricultor. Creio que é por isso que Jesus usa essa ilustração para falar da obra missionária. Sonhos, expectativas, resultados estão quase concretizados, mas imprevistos podem acontecer colocando tudo a perder. Não poucas vezes o trabalho de toda uma estação se perde por causa do clima ou da falta de planejamento.

Quando o tempo da colheita chega os trabalhadores e equipamentos precisam estar preparados e o trabalho deve ser feito com intensidade e cooperação. Mesmo com tamanhas dificuldades, a alegria desse tempo é um verdadeiro milagre tanto na colheita da lavoura quanto no crescimento da igreja.

Neste dia o Senhor te convida ao trabalho, cooperando com outros obreiros, na alegria do Espírito Santo para fazer a obra de Deus. Olhe bem e veja as pessoas que estão prontas para conhecer a Jesus e serem salvas por Ele. É tempo de colheita! Amém.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um segredo

Aprendi o segredo de me sentir contente em todo o lugar e em qualquer situação(...) Filipenses 4.12 – NTLH.

A carta que o apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses tem como tema central a alegria. Recentemente estudamos alguns versos desta carta com o ministério de louvor focando entender e aplicar o entendimento em nossas vidas e ministérios e foi muito bom.

Entre tantas afirmações graciosas e profundas, o apóstolo diz que aprendeu o segredo do contentamento. Ora, esta afirmação é, no mínimo, muito provocante. Instigados por esta fala deveríamos mergulhar no estudo do texto até que o segredo fosse desvendado. No entanto, na maioria das vezes preferimos a superficialidade e não desfrutamos da preciosa virtude do exemplo, isto é, do testemunho de pessoas que já passaram por situações semelhantes às nossas e as venceram.

Não pretendo entregar-lhe o segredo numa única expressão, mas bem que poderia. O fato é que ler uma frase que diz que o segredo do contentamento é..., não irá ajuda-lo a viver tal contentamento. Isso porque estar contente em todas as situações é resultado do amadurecimento daquele que quer aprender. O apóstolo disse que aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação e certamente na escola onde estudou as matérias não eram feitas de frases belas e curtas como “as frases da semana” nas páginas de revistas semanais.

Se não teremos resposta pronta, pelo menos algumas pistas: primeiro - desde que Paulo encontrou com Jesus (Atos 9), sua vida passou por uma reviravolta. Seus valores e conceitos pelos quais sempre viveu foram mudados e seu relacionamento com Deus tornou-se pessoal. Segundo, passou também a ter relacionamentos comprometidos e de profunda comunhão com pessoas que também tinham a mesma fé. Terceiro, a missão de fazer discípulos de todas as nações tornou-se a vida do apóstolo e ele reconhecia que a capacidade para tal trabalho vinha inteiramente de Deus, por isso ele afirma: posso todas as coisas naquele que me fortalece.

Que eu e você aprendamos o segredo do contentamento e sejamos testemunhas de que a alegria é uma realidade para todos os que estão unidos com Cristo. Amém!


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amigos Promovidos

Para um grupo de pessoas queridas, 2010 sempre será lembrado como um ano de lágrimas. Coisas maravilhosas aconteceram, mas para estes, nada foi tão intenso e inesquecível como a separação de uma pessoa amada. A dor da perca sobrepõe todas as conquistas e vitórias desses dias.
Pensar na morte nos leva a reflexões profundas e a questionamentos sem fim, ainda mais quando se trata de pessoas jovens com muitos sonhos e expectativas e que partiram em circunstâncias abruptas e repentinas.
Não creio que algum livro biográfico surgirá para homenagear a Amanda e o Adriano, mas bem que poderia ser afinal, os testemunhos de despedida declararam que eles marcaram profundamente a vida daqueles que com eles andaram. Assim, tenho a expectativa de que esta meditação possa servir de homenagem à memória deles, mas principalmente de edificar a fé de uma igreja com cara de jovem e que luta para resistir às tentações de existir apenas para esta vida terrena.
Na sua página em site de relacionamento a Amanda fez uma declaração de fé fazendo a seguinte citação:
"Eu não pertenço a esse mundo. Não quero pertencer. O mundo está um caos: guerras, fome, destruição, ódio, violência, assassinatos, roubos, prostituição, pornografia, pedofilia, promiscuidade, inimizade, traição. Ninguém se respeita. Ninguém se importa com o outro. O mundo está dominado pela escuridão. Eu quero mudar esse mundo. Eu quero fazer a diferença. Eu tento fazer a minha parte. Eu tento fazer a diferença na vida de cada amigo meu, de cada pessoa ao meu redor. O meu desejo é que a minha fé possa iluminar e possa realmente fazer a diferença nessa escuridão. Eu não vivo para satisfazer meus próprios desejos e prazeres. Eu vivo pra Deus. Eu vivo para os outros. Eu vivo para amar o próximo, para ajudar, para me importar realmente com a sua vida. O mundo só se tornará um lugar melhor se as pessoas mudarem." Jesus é a minha razão, a minha essência.
Gosto da mensagem que compara nossa vida a uma viagem de trem, pois assim como a vida uma viagem de trem é cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...
Diz esta mensagem que no início da viagem, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Infelizmente não será assim, pois em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seu carinho, proteção, amor e afeto.
Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós...
Muitas pessoas tomam esse trem a passeio.  Outras fazem a viagem vivenciando um verdadeiro drama. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta.
Fico firme na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de reencontrar pessoas carregando bagagem que não tinham quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.
Muito embora estejamos falando da morte, você pode entender essa ilustração apenas como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.
Fico feliz em perceber que pessoas têm a capacidade de reconstruir e recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros", é extrair o melhor da viagem.
O apóstolo Paulo foi um homem de Deus que conviveu com a realidade da morte bem de perto. Suas convicções de fé eram tão claras que chegou a afirmar partir (morrer) era algo muito melhor (desejável) e que a vontade de viver estava baseada no amor às pessoas e no desejo de desenvolver a obra de Deus que estava sob os seus cuidados.
Na carta aos Filipenses encontramos expressões como o morrer é lucro, e ainda: estar com Cristo é infinitamente melhor. No entanto, não podemos interpretar essa imagem como sendo agradável ou fácil. Olhemos para um momento de despedida de Paulo e dos seus amigos, presbíteros da igreja de Éfeso:
Quando Paulo acabou de falar, ajoelhou-se com os irmãos e orou. Então todos choraram muito e abraçaram e beijaram Paulo. Estavam tristes, especialmente porque ele lhes tinha dito que nunca mais iam vê-lo. Então eles o acompanharam até o navio. (Atos 20.36-38;)
No contexto desse texto Paulo faz um breve discurso de despedida afirmando os valores essenciais da fé como a salvação pela graça em Cristo Jesus, a necessidade do arrependimento e a importância da firmeza de propósito para continuar a caminhar com o Espírito Santo.
O que me chama a atenção é que a convicção da eternidade em Cristo não impediu a tristeza pela despedida. Quando aqueles irmãos e irmãs perceberam no discurso que não veriam mais seu rosto, não ouviriam mais sua voz, não mais cantariam ou orariam juntos, eles choraram muito, abraçaram e beijaram o apóstolo e ficaram com ele até o último instante possível.
Há um alento para nossas almas. Nossos amigos foram promovidos e tal qual eles, nós também seremos. Não sabemos o dia, nem a hora, nem tampouco as circunstâncias nas quais essa promoção virá, mas temos fé de que nossa despedida não passa de um até breve.
Talvez ao ler o exemplo de Paulo alguns tenham o desejo de ter tido pelo menos uma despedida como aquela. Isso não será possível, mas é possível beijarmos, abraçarmos e vivermos com aqueles que conosco estão.
A Bíblia diz que aqueles que morrem em Cristo, em Cristo viverão. Agradeço a Deus pelo testemunho de vida de cada um dos jovens promovidos, principalmente porque eles morreram em Cristo, dessa forma, para aqueles que estão em Cristo a afirmação de despedida é até breve!

Amanda Fascini (15-03-1991 – 24-07-2010)


Adriano José Leandro Severino (20-03-1981 – 21-11-2010)