quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cobertura Espiritual, Mentor e Discipulador


O bispo, juntamente com a Câmara de Discipulado; os SS.DD. e os/as Pastores/as de Cinco, buscando orientar a liderança da 6ª. Região estabeleceram as seguintes definições relativas a esses conceitos frequentemente usados tanto no meio metodista como no meio evangélico brasileiro em geral.
Cobertura Espiritual: Aquela pessoa a quem eu presto contas. Pessoa que está em posição de autoridade sobre a minha vida.
Está pessoa tem a responsabilidade de orar por mim, me cobrir espiritualmente, daí o nome de “cobertura espiritual”.
Mentor/a: É a pessoa que me ajuda a ser melhor em áreas específicas; incendeia minha paixão em algumas áreas. A idéia envolvida aqui é a do “coach” (treinador). A mentoria não pressupõe necessariamente um relacionamento pessoal. Pode acontecer através de livros, CDs, etc.
Na vida secular o mentor seria o/a professor/a, aquele/a que auxilia o pai e a mãe na educação do/a filho/a.
Podemos ter vários/as mentores/as ao longo da vida, assim como tivemos muitos/as professores/as.
Discipulador/a: É o/a que caminha comigo num relacionamento pessoal e comprometido/a me ajudando a crescer espiritualmente (ter o caráter tratado), me aproximar de Jesus (vida de santidade e consagração) e ser frutífero/a.
O discipulado pressupõe um relacionamento de compromisso visando o crescimento do/a discípulo/a.
O/a discipulador/a seria o pai ou a mãe espiritual ou aquele/a que ficou nessa condição pelo respeito e carinho que se tem pela pessoa, por isso acaba sendo alguém a quem também presto contas sobre meu desenvolvimento espiritual.
Essas três funções podem ser exercidas pela mesma pessoa em nossa vida, mas não obrigatoriamente. Posso estar debaixo da cobertura espiritual de uma pessoa, ser mentoreado/a por várias outras e discipulado/a por uma terceira.
Oramos para que a liderança da Sexta Região continue entusiasmada no cumprimento do mandato missionário de Jesus: “INDO, FAZEI DISCÍPULOS/AS”.
Bispo João Carlos

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Deus e bom

Quando a gloria do Senhor encheu o templo, o povo prostrou-se com o rosto em terra e disse: O Senhor e bom e seu amor dura para sempre. II Cr 7.3;
Que o nosso coração atraia a manifestação da Presença do Senhor.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Os MAIS santos e os MENOS santos

Chegou a hora de os mais piedosos e os mais santos contarem aos menos piedosos e aos menos santos que, se eles são de fato assim, é unicamente por causa da graça, pois eles também têm os mesmos ou maiores embaraços que os demais. Chegou a hora de os mais piedosos e os mais santos terem a coragem de proclamar bem alto: “Nós somos apenas seres humanos, como vocês” (At 14.15). Chegou a hora de os que entrevistam os mais piedosos e os mais santos, e escrevem a biografia deles, afirmarem sem o menor receio, como a Bíblia faz, que o formidável profeta Elias “era um ser humano como nós” (Tg 5.17).
Já passou da hora de os mais piedosos e os mais santos revelarem que eles não têm uma santidade inata nem fácil. Potencialmente eles também têm inveja, raiva, olhos adúlteros, vontade de aparecer, desejos pecaminosos, momentos de desânimo, crises de depressão e talvez tenham até problemas na área da homossexualidade. Se eles de fato são mais piedosos e mais santos do que o cristão comum que aspira ser piedoso e santo, é porque levam a sério o que Jesus disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34).
Os mais santos e os menos santos estão em um mesmo nível quanto à natureza caída, quanto à necessidade de perdão e quanto à fraqueza frente à tentação. Estes e aqueles são, ao mesmo tempo, atraídos por Deus e pelo mal. Ambos são tentados pela carne, pelo mundo e pelo diabo. O primeiro não é nenhum gigante e o segundo, nenhum pigmeu. A diferença não é essa, mas está no fato de que os mais santos consideram-se mortos para o pecado e o conseguem com o auxílio de Jesus. O Senhor ainda diz: “Quem está unido comigo [a Videira] e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada” (Jo 15.5). Já os menos santos ainda estão engatinhando e escorregando por outro lado.
Em qualquer momento os menos santos podem entrar na fileira dos mais santos e os mais santos, se não tomarem cuidado (I Co 10.12), engrossar a fileira dos menos santos!
Chegou a hora de tirar a roupa e mostrar a nudez natural, que começou no Éden e que o anjo da igreja de Laodicéia ignorava ou escondia (Ap 3.18). Para o bem de todos – dos agora mais piedosos e mais santos (para intensificar neles o sentimento de humildade) e dos agora menos piedosos e menos santos (parra arrancar deles o sentimento de fracasso). Texto extraído da Revista Ultimato

quinta-feira, 24 de maio de 2012

De volta a Jesus

Se alguém entende de discipulado é Jesus!
O Seu método de discipulado era simples.
Jesus atraiu para si doze homens, capacitou-os e desencadeou o movimento do evangelho através deles. O fato é que você está lendo isso hoje porque aqueles homens levaram a sério o chamado deles. Jesus não tinha um plano B. Os discípulos era o plano. Ele deixou a mensagem nas mãos dele.
A maioria das pessoas teria feito diferente. A maioria das pessoas teria escolhido outro método para garantir que as pessoas ouvissem sobre o seu sacrifício. Ele, sim, tinha todos os recursos disponíveis. Afinal, era Deus.
Ele poderia ter escolhido transmitir sua morte e ressurreição para o mundo inteiro. Poderia ter pregado bem alto lá dos céus. Poderia ter enviado os anjos a distribuir folhetos pelo cosmos.
Em vez disso, ele simplesmente se derramou nos seus discípulos.
Encontrar-se com Jesus e seus discípulos nos evangelhos nos dá uma ideia do que é um processo simples de discipulado. No Evangelho de Lucas três fases distintas aparecem: chamado, edificação e envio. Essas três fases são sequenciais e foram idealizadas para conduzir os discípulos a níveis maiores de compromisso. (...)
Jesus chamou, edificou e enviou seus discípulos. Ele estratégica e sequencialmente os colocou em posição de caminhar para estágios maiores de compromisso e crescimento.
Envolva-se com esse processo você também! Amém. (texto extraído e adaptado do livro Igreja Simples)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Manhã da ressurreição

O domingo de Páscoa é domingo de revelação. A angústia crescente acumulada desde o início da perseguição e que culminou no desespero da cruz agora estava começando a materializar-se no coração dos decepcionados como uma depressão profunda, mas Jesus começa a tirar essa dor, um a um, conforme se revelava a eles.
- Mulher, porque você está chorando? Quem é que você está procurando?
Ela pensou que era o jardineiro e por isso respondeu: - se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou, e eu irei buscá-lo. – Maria! – disse Jesus.
Ela virou e respondeu em hebraico: “Raboni!” (Esta palavra quer dizer “Mestre”.) (João 20.15,16;)
Jesus está se revelando aos angustiados e cada revelação tem o seu peso de emoção. Mais do que alívio, Jesus estava trabalhando para completar a obra na vida dos discípulos e discípulas, pois, além de mostrar-se vivo Jesus diz para Maria Madalena:
- Não me segure, pois ainda não subi para o meu Pai. Vá se encontrar com os meus irmãos e diga a eles que eu vou subir para aquele que é o meu Pai e o Pai deles o meu Deus e o Deus deles (v.17).
Nós temos a mesma dificuldade que os discípulos e discípulas tinham em compreender os planos eternos de Deus. Somos imediatistas e queremos a intervenção em nossas angústias e o estabelecimento de uma vida tranqüila, mas Deus tem mais para o seu povo. Ele nos tem revelado seus planos eternos – habitar conosco, habitar em nós.
O Senhor já começou a obra na sua vida? Você reconhece que ela obra ainda não está completa? Que o Senhor complete Sua obra em nossos corações. Vamos abrir o coração...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O processo de libertação

Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8.31,32;

Quando Jesus declarou que o caminho da genuína liberdade estava acessível pelo conhecimento da verdade não somente desejava expressar uma ideia filosófica e inspiradora, mas elucidar um processo abençoador para o seu povo. Exatamente isso, um processo. À semelhança da minha própria experiência, sei que a maioria das pessoas não tem prazer em processos lentos e longos. Gostamos de fórmulas rápidas e eficientes que resolva tudo em sete passos, doze semanas, etc.

Isso acontece porque durante a vida não observamos a própria vida. O mundo natural nos ensina a respeito do tempo certo para todas as coisas e que os atalhos são sempre mais perigosos. Tenho sido desafiado por Deus a não desejar estar no lugar certo no tempo errado, ou seja, antes do tempo. Alguém já disse que a coisa certa na hora errada é a coisa errada. O Espírito Santo tem tratado com minha vida para que eu mantenha o foco no que deve ser feito no dia de hoje.

Uma das provações mais recorrente na vida do crente está na vida de oração. Quando começamos a orar nos vem à mente inúmeras atividades e precisamos de esforço para não sair correndo deixando de fazer o que é importante para atender “urgências” e isto é apenas um exemplo.

O ministério de Jesus foi desenvolvido num equilíbrio incrível entre o ensino teórico e prático. Joao 8 é um capítulo cheio de revelações em meio às tensões dos duelos com os escribas e fariseus. Neste capítulo, por exemplo, encontramos a afirmação que Ele é a luz do mundo. Logicamente afirmações como esta geravam muitos questionamentos e contestações.

Muitos questionavam e contestavam seus ensinos, muitos outros acreditavam e em Jesus encontravam esperança e cura para suas vidas. É justamente para estas pessoas que o mestre aponta um processo que possibilita viver plena liberdade. Jesus está convidando os novos convertidos para trilhar um caminho de aprendizado e serviço.

O Espírito Santo continua a fazer a obra de Deus por meio da sua igreja. Ele nos convida a crer, nos convida também a aprender a permanecer em seu ensino. Somente os discípulos que permanecem no ensino de Jesus terão acesso a verdade que liberta. Deixe a multidão e seja um discípulo do Senhor Jesus. O discipulado é o processo por meio do qual conseguiremos obedecer aos mandamentos de Deus. Que Deus te abençoe.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coração cheio de fervor

Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas. Glória, pois a Ele! Amém! Rm 11.36;
O que faz você feliz? Quais são as situações que o motivam? Começar um novo projeto, pensar nos sonhos, iniciar um relacionamento, mudar de casa, carro ou trabalho? O que incendeia o seu coração?
Tente responder honestamente esta pergunta. Talvez fiquemos um pouco frustrados com o resultado desta reflexão. Gostaríamos de ser mais nobres ou mais (íntegros), contudo as coisas que geram alegria em nossos corações são coisas pequenas, terrenas e voltadas para a satisfação das nossas necessidades das básicas às supérfluas.
Há um vazio em nosso coração que nos impele à busca de coisas que geram motivação. Alguém já disse que esse vazio é do tamanho de Deus e cremos mesmo nisso. A questão passa a ser como posso me relacionar com o Senhor de tal forma a encontrar vida abundante nEle, a ter esse vazio existencial satisfeito.
A Bíblia recomenda: sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; Rm 12.11b; Esta mesma expressão é traduzida da seguinte forma: “sirvam ao Senhor com um coração cheio de fervor”. É um conselho do apóstolo Paulo para a Igreja do Senhor do passado em Roma e que fala conosco como se estivesse sido escrita tão somente a nós nesses dias. Com essa expressão, o Espírito Santo está nos exortando a vivermos com paixão, motivados e cheios de fervor.
O nosso Deus é intenso, fervoroso e dinâmico e no desafio de estarmos nEle e participarmos da Sua natureza santa somos também desafiados a sermos tal qual Ele é. É fato, porém que as circunstâncias, a rotina e as dificuldades minam nosso ânimo de tal forma que alguns até mesmo adoecem. É para encontrarmos um renovo em nossa espiritualidade que a comunidade se reune neste evento. Precisamos aprender em Deus a não desistir, pois os que esperam no Senhor renovam as suas forças.
O primeiro destaque que desejamos fazer aqui é que não podemos dissociar o servir a Deus do cotidiano de cada um. Não podemos cometer o equívoco de separar nossa vida entre secular e sagrado, de dissociar nossa expressão de fé entre ganhar dinheiro e cultuar a Deus. Fomos feitos filhos de Deus para vivermos uma nova vida na qual podemos glorificar ao Senhor em tudo o que fizermos.  Compreendido isso, pensemos na motivação que precisamos para agir com excelência.
Porque dEle são todas as coisas
Um coração em chamas é sinônimo de uma vida fervorosa que glorifica a Deus. Com este alvo em mente, reconhecemos que o próprio Senhor é a fonte de toda nossa paixão e motivação e se isso é verdade, todas as demais coisas são secundárias e precisam ser colocadas no seu devido lugar de importância. Qualquer coisa que alegra o nosso coração não pode ser a fonte das nossas motivações.
Não conseguimos ver na Bíblia um Deus apático e desinteressado quanto à realidade, pelo contrário, Deus se envolve ao extremo para criar, manter (restaurar) e desfrutar do seu trabalho. Nosso padrão de fervor está em Deus. Podemos vencer as depressões porque o Espírito Santo veio habitar em nós.
O vazio no coração do ser humano que o conduz a uma busca constante é coisa de Deus. É o anseio da criação (Rm 8.20;); é a carência por relacionamento, pela unidade (I Jo 4.11,12;). É no contato com o outro que conseguimos perceber a presença de Deus em nossas próprias vidas.
Porque por Ele são todas as coisas
A seguir verificamos que a continuidade do fervor está em Deus, ou seja, quando dele nos afastamos perdemos o ânimo, pois Ele é o sustentador da nossa alegria. Aquele que começou a boa obra há de completa-la (Fl 1.6;) e é o Senhor que opera em nós tanto o querer quanto o realizar (Fl 2.13;).
Não deveríamos construir uma vida separada de Deus e buscar sua bênção para consertar o que não dá certo. O projeto de vida em Deus é aquele que O contempla em todas as fases. Podemos sonhar juntamente com o Senhor e reconhece-lo em todos os nossos caminhos (Pv 3.6;).
Porque para Ele são todas as coisas
Experimente neste ano oferecer tudo ao Senhor. Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória do Senhor (I Co 10.31;). Experimente perguntar a si mesmo se o que você está planejando ou executando está sendo feito em nome de Jesus e para a glória de Deus (Fl 1.11;).
Questione também se as pessoas com quem você se relaciona estão sendo abençoadas no contato contigo e mais, se por causa do contato elas desejarão conhecer o Deus que você serve.
Entendendo que podemos viver intensamente para a glória do Senhor a Ele seja a glória para sempre! Amém!